O concreto usinado substituiu o concreto feito na obra na maioria dos canteiros profissionais por um motivo simples: previsibilidade. Você sabe exatamente qual FCK vai chegar, em que horário, com quanto de slump e em que volume. Não tem peneiramento de areia, não tem virada de betoneira no sol, não tem sobra com endurecimento prematuro.
Neste guia, a Concrecamp — braço de concreto do Grupo Camp, com fábrica em Monte Mor e atendimento em toda a região metropolitana de Campinas — explica o que muda entre os traços C20, C25, C30, C35 e C40+, como calcular o volume da sua obra, quando vale a pena bombear e o que olhar antes de fechar um pedido.
O que é concreto usinado
Concreto usinado é o concreto produzido em central dosadora — em vez de ser misturado na obra. A central trabalha com dosagem eletrônica: cimento, areia, brita, água e aditivos são pesados em silos calibrados e descarregados na betoneira do caminhão na proporção exata do traço pedido. O caminhão sai da usina já com o concreto pronto e mantém a mistura em rotação até a obra.
A vantagem técnica é controle de qualidade. O traço é projetado para atingir um FCK (resistência característica à compressão aos 28 dias) específico, e a central emite nota com o traço, a hora de saída e o volume. Em obra com responsável técnico, esses dados entram no diário e podem ser conferidos por corpos de prova rompidos em laboratório.
Para o construtor, o ganho é de produtividade e custo total. A obra deixa de gerenciar estoque de cimento, areia e brita; deixa de perder material por sobra ou roubo; e ganha velocidade — uma laje que levaria um dia inteiro com betoneira pode ser concretada em duas horas com bombeamento.
Traços de concreto usinado: do C20 ao C40+
O nome do traço (C20, C25, C30…) é o FCK em megapascals. C25 significa concreto com resistência característica de 25 MPa aos 28 dias. Não é a única especificação — o slump (consistência), a brita (0, 1 ou 2) e os aditivos completam o pedido — mas é a referência principal.
| Traço | FCK (MPa) | Aplicações típicas |
|---|---|---|
| C20 | 20 | Contrapisos, calçadas residenciais, lastros |
| C25 | 25 | Lajes de residência, baldrames, vigas pequenas |
| C30 | 30 | Lajes estruturais, pilares, vigas de prédios baixos |
| C35 | 35 | Estruturas com sobrecarga, lajes protendidas, indústria |
| C40+ | 40 ou mais | Obras pesadas, fundações profundas, pisos industriais de alta carga |
Como escolher o traço certo
Quem define o traço é o projeto estrutural. Em obra residencial sem projeto, o engenheiro responsável aponta o FCK mínimo conforme a NBR 6118. A regra de ouro é nunca usar resistência abaixo da especificada — mas também não vale subir o FCK por excesso de cuidado: concreto mais resistente é mais caro, mais quente na cura e mais propenso a fissuras de retração térmica se mal curado.
Para etapas sem cálculo estrutural (contrapiso, lastro, calçada, ancoragem de mourão), C20 é o padrão. Para laje de casa térrea convencional, C25 atende. Acima disso, peça orientação ao engenheiro — e, se a obra é pequena e não tem responsável técnico, fale com nossa equipe: indicamos o traço seguro mais econômico para cada aplicação.
Slump, brita e aditivos: o que mais entra no pedido
Além do FCK, três variáveis mudam o concreto que chega na obra:
- check_circleSlump (abatimento): mede a consistência. Slump 80±10 mm é o padrão para concreto bombeável; 50±10 mm para concreto convencional descarregado direto da bica; 220 mm para concreto autoadensável.
- check_circleBrita: brita 1 é o padrão; brita 0 é usada quando há malha de aço muito densa; brita 2 aparece em estruturas pesadas. O tipo de brita afeta a trabalhabilidade e a resistência.
- check_circleAditivos: plastificantes melhoram a trabalhabilidade sem aumentar a água; aceleradores reduzem o tempo de pega para concretagem em clima frio ou cura rápida; retardadores fazem o oposto, útil em transporte longo ou obras grandes.
Concreto bombeado vs. concreto convencional
O concreto bombeado é descarregado em uma bomba estacionária ou lança que joga o concreto por mangotes ou tubulação até o ponto de aplicação. Vale a pena quando a laje fica longe do caminhão, em pavimentos altos, ou quando o volume e o prazo justificam a velocidade. Uma bomba lança concreta uma laje de 30 m³ em uma hora.
O concreto convencional é descarregado direto da bica do caminhão para o ponto de aplicação ou para padiolas e carrinhos. Funciona quando o caminhão tem acesso próximo à concretagem e o volume é menor.
A Concrecamp opera bombeamento próprio em Campinas e região — e o orçamento inclui a logística completa: caminhão, bomba e equipe de descarga.
Como calcular o volume de concreto
Para qualquer elemento estrutural, o cálculo é volume geométrico × 1,05 (margem de segurança para perdas em formas e descarga).
Fórmulas práticas
- check_circleLaje: comprimento × largura × espessura. Ex.: laje 8×10 m com 12 cm de espessura = 9,6 m³.
- check_circlePilar: lado × lado × altura. Ex.: pilar 20×20 cm × 3 m = 0,12 m³.
- check_circleViga: largura × altura × comprimento. Ex.: viga 15×40 cm × 5 m = 0,3 m³.
- check_circleRadier ou contrapiso: área × espessura. Ex.: contrapiso de 100 m² com 6 cm = 6 m³.
Cuidados antes, durante e depois da concretagem
Concreto bom mal aplicado vira concreto ruim. Três cuidados pesam mais que o traço:
- check_circleAntes: formas estanques, escoradas e molhadas; armadura limpa, na posição e com cobrimento; espaço de circulação para o bombeamento ou descarga.
- check_circleDurante: vibração com mangote para eliminar bicheira; nunca jogar água para "molhar" o concreto na hora — isso reduz o FCK; respeitar o tempo entre saída da usina e aplicação (até 90 minutos sem retardador).
- check_circleDepois: cura úmida por no mínimo 7 dias (manta, sacaria molhada ou aspersão); proteção contra sol direto e vento; desforma só depois do prazo do projeto.
Erros que custam caro
Os três erros que mais aparecem em laudo de patologia: pedir traço abaixo do projeto para economizar (compromete a estrutura), adicionar água na bica (transforma C30 em C20 na hora), e pular a cura (a resistência aos 28 dias depende dela). Nenhuma usina entrega FCK garantido se o concreto for adulterado na obra — por isso a nota fiscal da usina não substitui a responsabilidade do mestre.
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